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Treinar com máscara. Benefícios?

Atualizado: 14 de Mar de 2019

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Um amigo de Brasília /DF, o professor Rafael Félix, soltou um Post no Instagram dele @treinador_félix falando sobre treinar com a atualmente famosinha "máscara de treino funcional".


Esse é um daqueles assuntos que vão e voltam no treinamento esportivo, mas ainda não vi muita novidade.


Vou juntar aqui o Post do Rafa, a opinião da turma no grupo de whatsapp da KGB, e o resumo do conteúdo de uma aula de pós graduação que ministrei algumas vezes sobre Exercício e Rendimento em Condições Adversas.


Que as máscaras de treino funcional são uma boa estratégia para criar desconforto a fim de estimular o aspecto mental / psicológico do atleta, concordo.


Já lancei mão de vários itens de desconforto em treino para promover ajustes psicológicos, simulando situações possíveis.


Dentre elas, usar vestimentas inadequadas para o esporte, deixar um ou dois acessórios de lado, ou outra forma de sair da "zona de conforto".


Treinar sem cinturão, sapatilha, camiseta de algodão grosso, short justo, munhequeira de retenção de suor, magnésio / chalk adequado, com música extremamente alta, silêncio absoluto, luz na cara, escuridão, venda nos olhos, olhos fechados, em isolamento, em lugares públicos, sob o sol do meio-dia, embaixo do ar condicionado, com música chata... por aí vai.


E concordo com o Rafa também quanto à inutilidade dessas máscaras no aspecto fisiológico direto.


Resumindo:


Os "alargadores nasais" feitos para respirar melhor dão o mesmo resultado no viés biológico - nenhum - do que as máscaras restritivas, na mão oposta.


Em um primeiro olhar, não há alteração nas porcentagens de composição dos gases atmosféricos quando se usa máscara, alargador nasal, ou quando se muda de altitude.


O que deve variar para promover algum ajuste é a pressão parcial do gás alvo. No caso, oxigênio.


Se não me falha a memória, 21,9% do total da atmosfera em qualquer lugar do planeta é de O2. Uns 70% de nitrogênio, e os 8% finais da conta são outros gases.


Quanto à anátomo-fisiologia humana...

A resistência à passagem do ar se faz relevante nas partes inferiores do trato respiratório (traqueia, carina, ramificações nos lobos pulmonares, brotos alveolares), e não relevante nas partes superiores (narinas, fossas nasais e laringe).


O que dá diferença para nós é a hipóxia (baixa % ou baixa pressão de oxigênio) induzida por uma máscara selada, conectada a tanques regulatórios e a um computador de interface que controla a pressão parcial ou porcentagem de oxigênio ofertado na microatmosfera (volume de ar dentro da máscara).


Ou seja, bem diferente de colocar umas válvulas na frente do rosto ou um adesivo para alar as abas nasais.


Por que atletas usam os alargadores nasais, então?


Porque existe o marketing! E cada foto ou imagem nas grandes mídias com esse acessório rende uns bons $$$ para o atleta / garoto (a) propaganda.


Já é assim desde as Olimpíadas de Atlanta.


Ou laboratório ou realmente subir acima de 3.300m de altitude (hipobárico para quem vive ao nível do mar), treinar, e descer para dormir (hiperbárico) é o que funciona.


A melhor estratégia?


Atletas precisam de alto nível de trabalho muscular, o que é inviável em altitudes elevadas.


Precisam respirar bem, e muito bem durante seus exercícios.


E só a exposição de algumas horas em repouso a um ambiente hiperbárico já promove ajustes hematometabólicos positivos, como o aumento na produção de eritropoietina renal (EPO), que estimula a medula vermelha (nos ossos) a criar novas hemácias (glóbulos vermelhos) e consequentemente a produzir mais hemoglobina, proteína presente no sangue e nas hemácias, e que se liga ao oxigênio e ao gás carbônico, nossos queridos gases respiratórios.


Então... treina baixo, dorme alto.


Ou treina onde está habituado, acostumado, aclimatado... e dorme ou só descansa algumas horas numa câmara hipobárica para ter algum aumento de rendimento.


Comente e compartilhe com seus amigos.


Abraço!

Prof Claudio Novelli

CREF 35.946-G/SP

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