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Opiniões sinceras sobre o exercício kettlebell swing.

Atualizado: 1 de out. de 2020

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Aaaaaah, o Kettlebell Swing!

Que coisa complicada, não é?


Não, não é. Fazer o kettlebell swing é bem mais simples do que parece.

Ego, tentar copiar ao invés de entender, pensar que tudo na vida de treinamento físico é feito para hipertrofia muscular... isso sim é complicado!


"Swing", do inglês = Pêndulo ou balanço (substantivos); pendular ou balançar (verbos).

E não, engraçadinhos de plantão... não estamos falando aqui ou fazendo qualquer referência à prática sexual de mesmo nome.


Vamos excluir swing de pernas, swing de cabeça ou de qualquer outra parte do corpo que não seja os braços.

A coisa mais natural que fazemos ao andar é "swingar" os braços. Balançá-los ao lado do corpo. Daí já parte minha frase de que fazer swing é fácil.


Fica difícil quando alguém começa a vomitar regras... "tem que fazer expirando o ar com força", "tem que contrair coxa, abdômen, dorsais e glúteos, em zigue-zague", "tem que fazer cara feia", "tem que trazer o kettlebell até a linha do ombro"...


O "kettlebell swing" é conhecido como um dos exercícios fundamentais do "kettlebell fitness" ou "kettlebell hardstyle". Mas é só um gesto de transição entre um e outro levantamento no "kettlebell sport".


Podemos inferir só de pensar no assunto (e sentir no corpo se praticarmos ambas as formas, "hard" e "esportiva") de que há uma diferença fundamental na execução de ambos:


1 - a orientação de como se deve fazer o swing.

2 - a eficiência mecânica envolvida em uma e noutra forma.


Daí fica simples de entender:


Tire a eficiência mecânica, a naturalidade do gesto, e ele deixa de ser uma tarefa simples, energeticamente econômica, cômoda e mecanicamente eficiente, para se tornar um exercício.


É só colocar a naturalidade de lado. Pronto. Ficou difícil. Ficou "hard".

Se o corpo humano é uns 70% água, e água é fluida... por que fazer tudo da forma mais dura possível?


Qual artista marcial se move com grande naturalidade, muita eficiência, muita potência, resolvendo tudo, e por muito tempo?


Steven Seagal, Ip Man, Monges Shaolin, Mestres de Tai Chi Chuan... todos eles fazendo gestos circulares, em espirais, em oito?


E quem bate reto, com uma cara mais quadrada? Não parece aula de fitness?


Pois é... acho que você está começando a entender.


Vamos nos olhar no espelho um pouco:


Nosso corpo realiza pendulações dos braços (swing de braços) na nossa mais primordial função locomotora: ANDAR.


O gesto de andar ( ou deambulação ) envolve uma tripla extensão alternada dos membros inferiores (tornozelo, joelho e quadril).


No salto, outro gesto locomotor humano, essa tripla extensão nos leva a pensar em simetria e simultaneidade. Um pé ao lado do outro, as duas pernas fazendo força contra o chão ao mesmo tempo para gerar o salto.


Mas se pensarmos no mesmo ato de saltar em qualquer situação de jogo (basquete, futebol, voleibol, lutas), os saltos ou saltitos serão em sua maioria assimétricos, com mais força em um membro do que em outro, e nem sempre executados bilateral ou simultaneamente.


É fato que o swing dos braços nos ajuda a "pegar embalo" (aumenta a potência) em um salto. Pensa na corrida, que nada mais é do que saltar alternada e seguidamente de uma perna para a outra.


Nesse gesto de correr, usamos a alternância das pendulações de braços e pernas o tempo todo. De forma curiosa, para aumentar a amplitude e tempo de pendulação das pernas, basta aumentar a pendulação dos braços, "jogando as mãos com mais força para a frente" na corrida.


Em português claro: quer dar uma passada maior, jogue os braços com mais força para a frente. É bem comum escutar em provas e treinos de corrida as expressões "fiz a subida no braço" ou "terminei a corrida no braço".


E isso é muito louco, mas verdade: o pêndulo dos braços transmite movimento para as pernas, de cima para baixo.


Ou seja: há algo nessa pendulação dos braços e das pernas que permite ao ser humano maior eficiência na sua locomoção, seja saltando, andando ou correndo.


Daí vem o gesto kettlebell swing, que nada mais é do que pendular os braços segurando um peso na mão (kettlebell, no nosso caso), e diz o ser humano que esse gesto pode ser usado como exercício para aumentar força, potência, resistência cardiovascular, coordenação, estabilidade etc etc etc.


Mas pera lá!

Se o kettlebell swing é realmente isso tudo, ele seria suficiente para formar qualquer campeão mundial de qualquer esporte, não é?


Que fique claro: não acredito nisso.


E não bastasse assumir um monte de potencialidades sem lá muito questionamento digno, muita gente que vive de vender cursos de kettlebell ainda resolve rotular o movimento mais ou menos assim:


Swing Russo, baseado numa pendulação do kettlebell até a linha do quadril.


Swing Hardstyle, kettlebell sobe até a linha dos ombros.


Swing Americano, kettlebell sobe até o ponto mais alto acima da cabeça.



Agora vou jogar gasolina na fogueira, e dividir isso em outras variações:



Pode-se pendular um peso em uma das mãos


Pode-se pendular um peso nas duas mãos